domingo, 6 de junho de 2010

palavras mutiladas.

E quando é noite, sempre,
uma tribo
de palavras mutiladas
procura abrigo em minha garganta
para que eles não
cantem,
os sombrios, os donos do silêncio.
(Anéis de
Cinza – Alejandra Pizarnik)

.


Acordei meus pés
incongruentes
Uma faca na amídala direita
a dor é suave.

Eu leio aos miúdos
Não tenho sede de nada

Centro (escorre) flor despetalada de sentido
Abre cavado caminho
Rasgando o chão com as pontas dos dedos

Leste: rio pequeno(sangue); areia; plástico. Pomar. Cheiros. Sons.

Dia,
Sul: criança. Dança. Lamparina. Beijo na boca. Sino da praça.
Noite,
Oeste: doença; cacto. Infância. Sombreia os olhos. Homem velho. Desejo. Corpo.


Norte: ir embora

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