sábado, 5 de junho de 2010

i,
Medi o sol
Maior
Mensurei o dia
Cala frio
Papel, caneta, letra
E você saltando
De uma linha
à outra
com a cabeça afundada na minha cutícula


ii,
hoje Acordei dançando.
meu corpo pediu.
implorou
o chão da sala foi o eixo
meu corpo o palco

águas transbordaram de mim
cachoeira, cachoeira, cachoeira

voltei, volver.

meus braços leves
jogados
me derrubaram
meus braços pesados
ampliados
me acordaram
sensação.
fiz amor comigo.
me comi todinha

meus braços um pêndulo:
equilíbrio

iii,

o nada
não sabia
não sei
quando olho muito
agarrado ao objeto –
cego
não via
São escolhas as lentes.

você não tem nada, nem dilema, nem nada,
(quando você sente o nada)

o resto é pensamento.

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